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| arquivo.cavafis ελληνικό.κείμενο | 26.11.2003 | 22:06 |
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Poemas (1897-1904) Μuros Um velho Os cavalos de Aquiles Prece O funeral de Sarpidón Velas O primeiro degrau As almas dos velhos Que fez....a grande renúncia Interrupção As janelas Termópilas Deslealdade Esperando os bárbaros Vozes Desejos Poemas (1905-1915) Poemas (1916-1918) Poemas (1919-1923) Poemas (1924-1927) Poemas (1928-1933) Bibliografia Ligações |
MUROS Sem compaixão, sem decoro, sem planejamento Ao meu redor construíram muros altos de repente. E agora quedo-me desesperado aqui dentro. Nada mais penso: esta sorte devora minha mente; porque muitas coisas tinha para fazer lá fora. Ah como não percebi quando os muros construíam. Mas ruído ou som de pedreiros não ouvira outrora. Do mundo imperceptivelmente me excluíram. [1, 1897] ΤΕΙΧΗ Χωρίς περίσκεψιν, χωρίς λύπην, χωρίς αιδώ μεγάλα κ’ υψηλά τριγύρω μου έκτισαν τείχη. Και κάθομαι και απελπίζομαι τώρα εδώ. Άλλο δεν σκέπτομαι: τον νουν μου τρώγει αυτή η τύχη· διότι πράγματα πολλά έξω να κάμω είχον. A όταν έκτιζαν τα τείχη πώς να μην προσέξω. Aλλά δεν άκουσα ποτέ κρότον κτιστών ή ήχον. Aνεπαισθήτως μ’ έκλεισαν από τον κόσμον έξω. [1, 1897] Leitura em grego
Organização: R. M. Sulis | |