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  Não entendeste
  Um jovem da arte da palavra - em seu 24º ano
  Em Esparta
  Imagem de jovem de vinte e três anos feita por amigo da mesma idade, amador
  Em grande colônia Grega, 200 a.C.
  Soberano da Líbia Ocidental
  Kimon Learkhu, 22 anos, estudante de letras Gregas (em Cirene)
  A rumo de Sinope
  Dias de 1909 ’10, e ‘11
  Myris; Alexandria de 340 d.C.
  Alexandre Janeu, e Alexandra
  Belas flores e brancas como bem convinha
  Vem, oh rei dos Lacedemônios
  No mesmo lugar
  O espelho na entrada
  Perguntava sobre a qualidade –
  Que cuidassem
  Segundo as fórmulas de antigos magos Greco-Sírios
  Em 200 a.C.
  Dias de 1908
  Nos arredores de Antióquia
Bibliografia
Ligações

 

Poemas (1924-1933) Publicado em 29 de julho de 2009


VEM, OH REI DOS LACEDEMÔNIOS

Não aceitava Kratissíklia
que o mundo a visse chorar e lamentar;
e majestosa e silenciosa andava.
Nada demonstrava seu rosto impassível
de seu desgosto e tormentos.
Mas apesar de tudo, em um momento não suportou;
e antes de entrar no navio abominável para ir a Alexandria,
levou seu filho ao templo de Possidon,
e ao encontrarem-se sós abraçou-o
e beijava-o, “aflito”, diz
Plutarco, “e comovido”.
Porém seu caráter forte esforçava-se;
e vindo a si a admirável mulher
disse a Kleomênis “Vem, oh rei
dos Lacedemônios, de modo que, quando lá fora
estivermos, ninguém nos veja chorando
ou fazendo algo indigno de Esparta.
Só isso está em nossas mãos;
nossas sortes, como deus dá, nos acompanham.”

E entrou no navio, indo ao “deus-dará”.

[146, 1929]

ΑΓΕ, Ω ΒΑΣΙΛΕΥ ΛΑΚΕΔΑΙΜΟΝΙΩΝ

Δὲν καταδέχονταν ἡ Κρατησίκλεια
ὁ κόσμος νὰ τὴν δεῖ νὰ κλαίει καὶ νὰ θρηνεῖ·
καὶ μεγαλοπρεπὴς ἐβάδιζε καὶ σιωπηλή.
Τίποτε δὲν ἀπόδειχνε ἡ ἀτάραχη μορφή της
ἀπ’ τὸν καϋμὸ καὶ τὰ τυράννια της.
Μὰ ὅσο καὶ νά ’ναι μιὰ στιγμὴ δὲν βάσταξε·
καὶ πρὶν στὸ ἄθλιο πλοῖο μπεῖ νὰ πάει στὴν Ἀλεξάνδρεια,
πῆρε τὸν υἱό της στὸν ναὸ τοῦ Ποσειδῶνος,
καὶ μόνοι σὰν βρεθῆκαν τὸν ἀγκάλιασε
καὶ τὸν ἀσπάζονταν, «διαλγοῦντα», λέγει
ὁ Πλούταρχος, «καὶ συντεταραγμένον».
Ὅμως ὁ δυνατός της χαρακτὴρ ἐπάσχισε·
καὶ συνελθοῦσα ἡ θαυμασία γυναῖκα
εἶπε στὸν Κλεομένη «Ἄγε, ὦ βασιλεῦ
Λακεδαιμονίων, ὅπως, ἐπὰν ἔξω
γενώμεθα, μηδεὶς ἴδῃ δακρύοντας
ἡμᾶς μηδὲ ἀνάξιόν τι τῆς Σπάρτης
ποιοῦντας. Τοῦτο γὰρ ἐφ’ ἡμῖν μόνον·
αἱ τύχαι δέ, ὅπως ἂν ὁ δαίμων διδῷ, πάρεισι.»

Καὶ μὲς στὸ πλοῖο μπῆκε, πηαίνοντας πρὸς τὸ «διδῷ».

[146, 1929]

Organização: R. M. Sulis
Tradução: R. M. Sulis, M. P. V. Jolkesky, A. T. Nicolacópulos
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